Vitrine de oportunidades, o Salão do Imóvel atraiu empresas e investidores da região e de vários estados a Chapecó, conectando o público a lançamentos focados em inovação, segurança e praticidade
A força de uma feira como o Salão do Imóvel aparece muito antes de alguém fechar um contrato. Basta observar o movimento dos corredores, as conversas entre empresas e o interesse de quem chega em busca de um novo imóvel para perceber que o mercado está aquecido.
Na edição deste ano, realizada no Parque da Efapi, em Chapecó, essa movimentação ganhou escala, com forte participação de expositores e público e um volume expressivo de negócios.
“Realmente superou nossas expectativas, foi muito boa, teve muitos passantes, muitos prospects, que a gente vai continuar atendendo agora, nas próximas semanas”, afirma Paulo Andrade, diretor comercial da Braxcon.
Cerca de 36 mil pessoas passaram pela feira este ano, tornando a feira referência nacional no setor, com presença de 225 cidades e 16 estados diferentes. Foram fechados ou prospectados mais de 1 bilhão e 155 milhões de reais em negócios.
“Superou todas as expectativas, recordes de públicos, de negócios, tudo. A feira foi sensacional, com 30% maior que a edição passada, com muita gente querendo renovar a feira, muita gente querendo já ser expositora para a próxima edição”, ressalta Felipe Balzan, presidente da CCO.
O resultado reforça o papel do evento como uma vitrine para o setor e, ao mesmo tempo, como um termômetro da confiança de consumidores, investidores e empresas no mercado imobiliário local.
A presença de empresas de outros estados também reforça a capacidade de Chapecó de atrair negócios e conexões para além do Oeste catarinense.
Em um primeiro momento, escolher um imóvel parece uma decisão ligada ao tamanho, à localização e ao preço. Contudo, os critérios estão mudando. O que se viu no Salão do Imóvel aponta para um consumidor mais atento à experiência de morar, à praticidade da rotina e aos recursos oferecidos pelos empreendimentos.
Sendo assim, preferências percebidas durante a feira podem servir de referência para incorporadoras e construtoras na hora de pensar os próximos lançamentos.
Ambientes integrados, áreas de convivência, soluções que favorecem o conforto e projetos alinhados a diferentes estilos de vida entram nesse radar, uma vez que o imóvel, além de ser entendido como patrimônio, é também parte da rotina de quem vai ocupá-lo.
A tecnologia também ganha espaço nessa transformação. Recursos de automação, soluções para segurança, eficiência energética e ferramentas que tornam a gestão do imóvel mais prática mostram como inovação e conforto podem caminhar lado a lado.
A sustentabilidade segue a mesma direção: sistemas de economia de água e energia, uso mais eficiente dos recursos e escolhas que reduzem impactos ambientais passam a fazer parte das expectativas de muitos compradores.
Uma feira termina quando as portas se fecham, mas algumas conversas estão apenas começando. Depois dos cinco dias de programação, propostas podem avançar, reuniões podem ganhar novos desdobramentos e contatos feitos nos estandes podem se transformar em parcerias.
No caso do Salão do Imóvel, esse movimento ajuda a manter o mercado imobiliário de Chapecó em circulação, pois aproxima diferentes agentes em torno de oportunidades que podem continuar sendo discutidas mesmo após o evento.
“A feira nos permite apresentar melhor a nossa empresa para o mercado. A gente consegue apresentar o nosso portfólio, apresentar as nossas soluções para o mercado, sabendo que existe uma concorrência muito grande. Então, temos essa oportunidade de mostrar nossos produtos”, destaca Edertânio de Bastiani, sócio-diretor da Distrisul.
Com isso, os efeitos da feira não ficam restritos ao calendário: eles podem aparecer em contratos, projetos e novas relações comerciais ao longo dos meses seguintes.
Tal intercâmbio também beneficia a cadeia da construção civil como um todo. Quando os agentes do mercado conseguem trocar informações e identificar possibilidades de atuação conjunta, surgem caminhos para novos projetos e para o aprimoramento de negócios já existentes.
O desenvolvimento de um empreendimento envolve uma rede ampla de profissionais e empresas, e fortalecer essas conexões contribui para manter essa engrenagem ativa.
Quando um setor decide colocar seus projetos em evidência, também revela o quanto acredita no futuro daquele mercado.
No caso de Chapecó, o desempenho do Salão do Imóvel ajuda a traduzir esse cenário: a disposição de empresas e investidores em participar, apresentar empreendimentos e buscar novas oportunidades funciona como um sinal de confiança na capacidade de crescimento da cidade.
“A cadeia da constituição civil se movimenta muito fortemente após um resultado desses. Um resultado direto, mas a gente sabe que, indiretamente, muitas empresas, muitas pessoas ganham com isso. E o município também”, aponta Alexandre Fiorini, presidente do Sinduscon Oeste.
Segundo Fiorini, durante uma conversa com o secretário da Fazenda, foram feitas estimativas sobre o volume de negócios e a arrecadação de ITBI gerados pelo evento.
Ele destacou que a movimentação econômica também impacta a arrecadação de ISS e beneficia setores como a hotelaria, e toda a economia de Chapecó acaba sendo impulsionada por esse movimento.
Ainda, os resultados da feira podem ser lidos para além dos números imediatos. Eles ajudam a entender o apetite do mercado, o interesse por novos investimentos e a percepção de que ainda existe espaço para ampliar a oferta imobiliária no município.
E é nesse ambiente que podem nascer os próximos capítulos. Nada disso acontece de forma automática, é claro, mas o encontro entre demanda, capital e conhecimento cria condições para que novas iniciativas avancem.
O pós-evento, portanto, não representa o encerramento de uma agenda. Muitas vezes, ele é um ponto de partida para decisões que podem ajudar a desenhar a próxima fase do mercado imobiliário de Chapecó.
Para saber mais sobre o evento que ocorreu em agosto de 2026, acesse o site oficial.




