A ascensão da Chapecoense à Série A do Campeonato Brasileiro projeta um impacto econômico significativo para Chapecó, com uma estimativa de R$ 133 milhões adicionados à economia local em 2026. Este valor considera a movimentação gerada pelos jogos em casa, a cadeia de suprimentos do clube e o aumento da folha salarial, cujas despesas beneficiam o comércio e serviços da cidade.

O estudo da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Inovação aponta que cada jogo em casa, com público estimado entre 16 a 18 mil pessoas, gera aproximadamente R$ 4,6 milhões. Ao longo dos 19 jogos previstos, esse montante chega a R$ 88,3 milhões. Adicionalmente, o clube prevê um incremento de R$ 12 milhões em contratos com fornecedores e R$ 18 milhões devido ao aumento da folha salarial, totalizando cerca de R$ 30 milhões. Com um fator multiplicador de 1,5, comumente usado no setor de turismo, o impacto financeiro totaliza R$ 45 milhões apenas com esses componentes diretos.

O secretário Márcio Paixão Rodrigues ressaltou que o cálculo é conservador e que o valor real pode ser ainda maior. Ele destacou que o movimento econômico se estende para além dos dias de jogo, com bares e estabelecimentos locais transmitindo partidas e atraindo torcedores. A expectativa é de um aumento superior a R$ 4,7 milhões na arrecadação municipal em impostos como ISS e ICMS, provenientes dessa atividade econômica intensificada.

O prefeito João Rodrigues reforçou o apoio da administração municipal ao clube, citando a modernização da Arena Condá como um exemplo. Ele enfatizou que a Chapecoense funciona como uma "empresa" que, ao prosperar, impulsiona a economia local e a arrecadação pública, além de promover Chapecó nacional e internacionalmente. A Arena Condá, por sua vez, é vista como um complexo multiuso, contribuindo também como ponto turístico e reduzindo custos de aluguel para órgãos públicos.