Motoristas registram preços recordes em postos da cidade, enquanto fatores nacionais e logísticos pressionam o combustível no Oeste catarinense

O diesel atingiu patamares históricos em Chapecó, com registros superiores a R$ 10 por litro em alguns postos. A alta, considerada pontual, acendeu um sinal de alerta no setor de transporte e já começa a gerar impactos na economia do Oeste catarinense.

Levantamentos locais apontam que o valor médio do combustível na cidade costumava girar em torno de R$ 6,15, o que evidencia a dimensão do aumento recente. Enquanto isso, gasolina e etanol seguem com variações mais moderadas, sem acompanhar a disparada do diesel.

Um dos principais fatores por trás da alta é o reajuste no preço do diesel anunciado pela Petrobras para as distribuidoras. Como o combustível é base do transporte rodoviário no país, qualquer aumento na refinaria rapidamente se espalha por toda a cadeia.

Além disso, mudanças na política de comercialização e ajustes operacionais da estatal — como a suspensão temporária de leilões — reduziram a previsibilidade do mercado, contribuindo para oscilações mais intensas.

De acordo com o presidente do Sindipostos, Zamir Galli, Chapecó depende fortemente do abastecimento vindo de duas refinarias: