O segmento imobiliário e a construção civil se consolidam como motores da economia em Chapecó. Com alta demanda por vendas e locação, o setor investe em novos loteamentos e tecnologias inovadoras

A paisagem de Chapecó no horizonte desponta com a presença de novos prédios, loteamentos e empreendimentos que pouco a pouco redesenham a região. Esse movimento acompanha o crescimento da própria cidade.

Segundo o IBGE, Chapecó tinha 254.785 habitantes no Censo 2022 e chegou a uma população estimada de 282.648 pessoas em 2025, totalizando quase 28 mil moradores a mais em três anos.

Com mais gente chegando para estudar, trabalhar e empreender, aumenta também a procura por moradia, espaços comerciais e terrenos. Sendo assim, o mercado imobiliário encontra na expansão urbana um cenário favorável para novos projetos, enquanto a construção civil transforma essas demandas em edifícios, casas e loteamentos.

“É uma cidade que tem uma demanda alta pela locação de curta temporada e de longa temporada. Então a locação tradicional tem uma rentabilidade que é sempre sustentada na cidade. Se a gente pegar a média nacional de aluguel, a cidade bate até acima do que a média nacional. A venda a gente pode dizer que é o que está mais aquecido na cidade”, afirma Rafael Santos, gestor comercial.

O avanço urbano movimenta, portanto, negócios e amplia as oportunidades para quem quer morar, investir ou empreender em Chapecó.

“O setor da construção de Chapecó está indo muito bem, é um setor forte, nós somos a segunda matriz produtiva e econômica da região, então é um segmento que vem crescendo. Novas empresas, atacadistas, distribuidores grandes estão vindo para cá”, relata Gelson Otelmo de Azeredo, vice-presidente do Sinduscon.

Quando uma obra começa, o impacto costuma ir além do canteiro. Há fornecedores de materiais, profissionais especializados, serviços, comércio e uma série de outras atividades que entram nessa engrenagem.

Em Chapecó, essa cadeia ganhou escala nos últimos anos. Dados divulgados pelo Sinduscon Oeste mostram que, entre 2021 e 2024, a Prefeitura aprovou mais de 5 milhões de metros quadrados de construções, incluindo edifícios residenciais, salas comerciais e barracões.

Além disso, no primeiro semestre de 2026, foram comunicados ao sindicato 55 novos empreendimentos com mais de 300 metros quadrados, que juntos somam 164.384 metros quadrados de novas construções.

O movimento ajuda a explicar por que a construção civil ocupa um espaço tão relevante na economia local e por que seu desempenho acaba reverberando em diferentes setores.

Dos empreendimentos comunicados no primeiro semestre deste ano, 21 eram residenciais, 17 comerciais e 12 de uso misto. Segundo Azeredo, é importante manter simultaneamente a construção de imóveis residenciais e comerciais.

“Há um equilíbrio entre ambos, e não apenas só produzir residências sem investimentos fortes em infraestrutura, por exemplo, para que isso proporcione o desenvolvimento para grandes indústrias se instalarem aqui, para gerar essa mão de obra. Eu vejo que Chapecó, hoje, através de um bom planejamento que já vem sendo feito há muito tempo, está bem distribuída nesse quesito”, aponta.

Alugar ou comprar um imóvel em Chapecó pode representar momentos bem diferentes da vida, e o mercado local segue preparado para acompanhar essas escolhas.

Para quem chega à cidade por uma oportunidade profissional, por exemplo, a locação costuma ser uma alternativa mais imediata, enquanto outros moradores já procuram um imóvel para chamar de seu.

Essa diversidade aparece também nas políticas habitacionais do município. Em 2026, a Prefeitura abriu inscrições para 96 apartamentos do programa Morar Bem Chapecó, destinados a famílias de diferentes faixas de renda, entre R$ 3.200,01 e R$ 9,6 mil.

Além disso, 2,5 mil pessoas se cadastraram para concorrer a 82 casas populares dos loteamentos Rosana II e Uruguai, um indicativo da procura por alternativas de moradia própria.

Por outro lado, a oferta privada também acompanha essa variedade de perfis. Há espaço para quem busca o primeiro imóvel, famílias que precisam de mais ambientes e compradores interessados em unidades compactas, inclusive como alternativa de investimento.

Se a expansão urbana abre novas áreas para a cidade, a construção civil precisa encontrar maneiras de ocupar esses espaços com mais agilidade e produtividade.

Dados divulgados pelo CRECI-SC apontam mais de 96 novos loteamentos planejados aprovados pela Prefeitura em 2026. A expansão cria novas frentes para moradia e, ao mesmo tempo, exige infraestrutura capaz de acompanhar o surgimento de bairros e empreendimentos.

Sobre as tendências do segmento, Santos destaca a importância do 20º Salão do Imóvel, que ocorre até o dia 30 de agosto, sendo um grande evento imobiliário da região, e destaca a influência das eleições no setor imobiliário.

“No ano que vem a tendência é que nos primeiros três meses do ano, movidos pela eleição, a gente tenha um cenário mais de dúvidas, isso é normal. E, como sempre, o mercado imobiliário, depois dos primeiros três meses, volta a um impulsionamento normal, que aí as pessoas começam, de novo, a ajeitar as coisas e procurar imóveis”, explica.

Paralelamente, a industrialização da construção civil, com processos mais padronizados e sistemas construtivos que permitem maior controle da produção, aparece entre os temas que o setor vem colocando em pauta em Chapecó.

O Sinduscon Oeste incluiu industrialização, novas tecnologias, sustentabilidade e produtividade entre os assuntos da 2ª Techcon 2026, evento dedicado à inovação na construção civil.

Também ganha espaço a possibilidade de migrar para sistemas produtivos a seco, tendência associada à busca por processos mais eficientes.

Com isso, a expansão dos loteamentos pode caminhar lado a lado com uma transformação dentro dos próprios canteiros: mais tecnologia, novos métodos e soluções capazes de responder a um mercado que segue em crescimento.

Para saber mais sobre o Salão do Imóvel em Chapecó, acesse o site oficial.