Uma mobilização para o combate à dengue em Chapecó reuniu aproximadamente 500 pessoas no final de fevereiro. A força-tarefa, composta por 80 Agentes de Combate às Endemias, 40 acadêmicos da área da saúde e 360 Agentes Comunitários de Saúde, atuou em diversas frentes para conter a proliferação do mosquito Aedes aegypti. As ações foram concentradas no bairro Seminário, mas se estenderam por todo o território do município de Chapecó, com o objetivo de inspecionar imóveis e eliminar possíveis criadouros do vetor. A iniciativa busca controlar o cenário epidemiológico da doença na cidade.

Enquanto as equipes realizavam uma varredura completa no bairro Seminário, os Agentes Comunitários de Saúde se mobilizaram nos demais bairros do município. Os profissionais realizaram o cadastramento de usuários das Unidades Básicas de Saúde e, simultaneamente, inspecionaram residências para identificar e eliminar focos do mosquito. Durante a primeira semana de março, a ofensiva foi intensificada no distrito de Marechal Bormann, onde foram registradas 1.113 visitas, 1.705 depósitos inspecionados, 288 focos eliminados e 84 pneus recolhidos, além do atendimento a solicitações da comunidade.

A tecnologia foi um recurso utilizado nas operações, especificamente no distrito de Marechal Bormann. Um drone pulverizador aplicou larvicida biológico em locais considerados estratégicos para o controle do vetor. O vice-prefeito, Valmor Scolari, acompanhou a aplicação. A utilização do equipamento faz parte de uma cooperação técnica com a Unochapecó, através do programa de doutorado em Ciências da Saúde, com orientação dos professores Junir Antonio Lutinski e Maria Assunta Busato, que fornecem a base técnica para a aplicação aérea do produto.

Segundo dados da administração municipal, Chapecó registra dois casos positivos de dengue em 2024, ambos classificados como importados, ou seja, contraídos fora do município. O cenário é diferente do observado no mesmo período de 2023, quando a cidade já registrava transmissão autóctone. O Secretário de Saúde, João Lenz, comentou a importância do engajamento da população nas medidas de prevenção. “Nossos agentes estão nas ruas, mas o combate real acontece dentro de cada casa. Esse mutirão é fundamental para mantermos os números baixos e evitarmos que a doença se espalhe como no ano passado”, afirmou o secretário.

O uso de drones para pulverização de larvicida biológico foi iniciado em 2023 e a prefeitura sinaliza a continuidade e ampliação dessa estratégia. O prefeito João Rodrigues declarou que a tecnologia é uma ferramenta importante para as ações de vigilância. “Fomos pioneiros com a pulverização de BTI em 2024 e agora estamos subindo o nível. Em breve, teremos novas aeronaves não tripuladas operando em uma ação interinstitucional com a universidade. É tecnologia de ponta para mapear e agir onde o braço humano não chega, consolidando a força estratégica de Chapecó nesta guerra contra o mosquito”, disse o prefeito.