João Rodrigues (PSD), figura proeminente na política catarinense e ex-prefeito de Chapecó por quatro mandatos, oficializou sua pré-candidatura ao Governo do Estado para as eleições de 2026. Com uma trajetória que se estende por quase três décadas, incluindo passagens pela Câmara dos Deputados e pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), Rodrigues aposta em sua vasta experiência administrativa para conquistar o principal cargo do Executivo estadual.
A chapa de oposição liderada por Rodrigues é composta pelo Partido Social Democrático (PSD), Movimento Democrático Brasileiro (MDB), Progressistas (PP) e União Brasil. Ao lado de nomes como Antídio Lunelli (MDB), pré-candidato ao Senado, e Carlos Chiodini (MDB), indicado para vice-governador, o pré-candidato ressalta que a aliança foi construída em torno de um projeto unificado para Santa Catarina, distanciando-se de uma oposição meramente pessoal ao atual governador Jorginho Mello (PL).
Natural de Pinhalzinho, João Rodrigues iniciou sua vida pública como vereador e, posteriormente, prefeito de sua cidade natal, onde também presidiu a Federação Catarinense de Municípios (Fecam). Sua carreira ascendeu com a eleição para deputado estadual em 2002 e, quatro anos depois, para deputado federal. Em 2010, decidiu focar na gestão municipal, sendo eleito prefeito de Chapecó em quatro oportunidades, onde afirma ter alcançado índices de aprovação de cerca de 90% em seus mandatos.
Um dos pilares da campanha de Rodrigues ao governo estadual é a experiência consolidada em Chapecó, cidade que, segundo ele, recebeu aproximadamente R$ 1,9 bilhão em obras durante sua gestão. Ele propõe replicar o modelo de gestão municipal, com foco em planejamento urbano, tecnologia aplicada à educação e programas de assistência social voltados à inserção produtiva. Na área econômica, defende a redução da burocracia e o fortalecimento da iniciativa privada, além de propor a construção de 60 mil moradias populares. Em segurança pública, advoga pela recomposição dos efetivos policiais e aumento de investimentos. Rodrigues também expressa posições conservadoras e críticas ao STF, mas enfatiza a autonomia estadual para priorizar os interesses de Santa Catarina.

