Em uma jornada por todas as regiões de Santa Catarina há mais de dois meses, o ex-prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), intensifica sua pré-candidatura ao governo estadual. Rodrigues tem apostado no contato direto com a população e lideranças locais, além de conceder entrevistas à imprensa regional, como parte de sua estratégia para construir um projeto de governo que contemple as especificidades de cada localidade.
Rodrigues justifica sua decisão de deixar a prefeitura de Chapecó, onde obteve mais de 80% de aprovação e realizou investimentos expressivos, pela convicção de que está preparado para liderar Santa Catarina. Ele ressalta que Chapecó se tornou referência nacional em gestão pública, ocupando a 16ª posição entre as prefeituras que mais investem no Brasil em municípios com mais de 100 mil habitantes e liderando na região Sul. O pré-candidato promete replicar essa experiência, marcada pela entrega de obras, cuidado com o dinheiro público e programas sociais inovadores, sem a necessidade de aumentar impostos.
Em relação à gestão estadual, João Rodrigues aponta a falta de eficiência e planejamento como os principais gargalos, e não a escassez de recursos. Ele critica a baixa execução orçamentária em áreas cruciais como Defesa Civil e Saúde. Conforme dados citados, a execução de recursos para prevenção de desastres em 2025 ficou abaixo do previsto, e a fila por procedimentos de saúde ultrapassa 117 mil pessoas. Rodrigues defende a necessidade de priorizar obras estruturantes, como a situação da BR-101 em Itajaí, e garantir que os recursos federais enviados por Santa Catarina retornem em benefícios para o estado.
O pré-candidato também pretende implementar um programa de referência para pessoas em situação de rua, inspirado no modelo de Chapecó, que já serve de inspiração para outros municípios catarinenses. A proposta inclui a criação de centros de acolhimento com estrutura para tratamento e capacitação profissional. A marca de um eventual governo João Rodrigues seria a "entrega de resultados", com foco em obras de infraestrutura, funcionamento de hospitais e escolas, e segurança pública, replicando a cultura de gestão eficiente que, segundo ele, permitiu realizar feitos em Chapecó sem elevar impostos.

