A cidade de Chapecó foi palco de uma significativa ação de conscientização sobre segurança no trânsito, promovida por alunos do quinto ano da Escola Básica Municipal (EBM) Rui Barbosa. Inserida na campanha nacional Maio Amarelo, a iniciativa culminou em uma blitz educativa na Rua Antônio Morandini, uma das vias de intenso movimento do município. O projeto, que contou com o apoio da Secretaria de Segurança Pública e da Guarda Municipal, transformou a reflexão em prática, mobilizando a comunidade para a importância de um comportamento seguro no ambiente viário.
A gênese do projeto partiu de observações cotidianas dos próprios estudantes. Relatos sobre situações de risco presenciadas no trajeto entre casa e escola, durante viagens ou no dia a dia, impulsionaram uma profunda reflexão sobre a necessidade premente de conscientizar motoristas e pedestres. Essa etapa inicial gerou a ideia de criar e distribuir folders educativos, com mensagens claras sobre atitudes preventivas no trânsito, inicialmente direcionados à comunidade escolar.
Contudo, o entusiasmo e o engajamento dos jovens fizeram com que a proposta ganhasse maiores proporções. Com a adesão da Guarda Municipal e o suporte da Secretaria de Segurança Pública, a iniciativa evoluiu para uma blitz de conscientização no trânsito, levando as mensagens diretamente ao público. “Hoje em dia o trânsito em Chapecó não está muito bom. Tem muitos acidentes e várias situações perigosas. O Maio Amarelo existe porque precisamos falar sobre conscientização no trânsito”, explicou o estudante Matteo de Oliveira Vieira, demonstrando a motivação da turma para a ação direta.
Durante a blitz, os motoristas abordados pela Guarda Municipal recebiam, das mãos das crianças, os panfletos elaborados e orientações essenciais para um trânsito mais seguro. Os estudantes foram enfáticos ao abordar temas como os perigos de dirigir após consumir álcool, a necessidade de evitar o uso do celular ao volante, a importância de não brigar no trânsito e o respeito aos limites de velocidade. A estudante Luiza Helena Vicari detalhou a abordagem: “Nós entregamos um panfleto feito pela nossa turma e explicamos que não pode beber e dirigir, dirigir com sono, mexer no celular enquanto dirige, brigar no trânsito ou ultrapassar a velocidade permitida. Estamos conversando com as pessoas e sendo bem convincentes. Isso pode ajudar a reduzir bastante os acidentes.”
Para a professora Elizangela, responsável pela turma, a atividade transcendeu o mero aprendizado teórico, configurando-se como um valioso exercício de cidadania. A oportunidade de interagir diretamente com os motoristas e de defender uma causa de interesse público não apenas consolidou o conhecimento adquirido, mas também estimulou a formação de cidadãos mais conscientes e responsáveis. A docente ressaltou a relevância de formar indivíduos que, no futuro, serão condutores e deverão replicar os valores de segurança e respeito no trânsito.
