A revisão do projeto de ampliação e modernização do Aeroporto de Chapecó pode resultar em uma economia de aproximadamente R$ 55 milhões nos custos previstos com desapropriações. A mudança é consequência de alterações no desenho da implantação, discutidas em reunião com a Prefeitura de Chapecó e a escolha de uma nova proposta como alternativa ao projeto conceitual inicial. A definição ocorreu em encontro online entre técnicos do Ministério de Portos e Aeroportos, representantes do município e a equipe do LabTrans/UFSC, estabelecendo um novo direcionamento para as obras.
O projeto original considerava um limite patrimonial de 1.458.000 metros quadrados, com a necessidade de desapropriar 775.000 metros quadrados. Após estudos e a análise de diferentes cenários, a proposta ajustada estabelece um limite patrimonial de 1.226.000 metros quadrados, diminuindo a área prevista para desapropriação para 505.000 metros quadrados. Essa alteração representa uma diferença de 270.000 metros quadrados na área a ser desapropriada e de 232.000 metros quadrados no limite patrimonial total do aeródromo. A economia estimada, de R$ 55 milhões, sugere um valor de aproximadamente R$ 203,70 por metro quadrado que deixará de ser desapropriado. Valmor Scolari, prefeito de Chapecó, afirmou que a nova proposta “representa uma economia de quase 50% nos custos de desapropriação”.
A proposta desenvolvida pelo LabTrans/UFSC para o Aeroporto de Chapecó visa atender uma demanda projetada para o ano de 2045, estimada em 933 mil passageiros anuais. Entre as principais intervenções está a ampliação da pista de pouso e decolagem dos atuais 2.060 metros para 2.200 metros, o que permitiria a operação de aeronaves de maior porte, como o Airbus A321. A estrutura planejada inclui também um novo Terminal de Passageiros com 8.000 metros quadrados, novas posições no pátio para aviação comercial e geral, além de um edifício-garagem com 754 vagas e um estacionamento anexo com 97 vagas para veículos.
As análises técnicas para a modernização do Aeroporto de Chapecó apontaram restrições operacionais relacionadas à ampliação da pista. Uma consulta ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) indicou a necessidade de ajustes nos gradientes de decolagem e nos ângulos de aproximação, devido a obstáculos e ao relevo acidentado da região. Tais alterações são consideradas cruciais para a segurança das operações. O início do projeto básico e a definição do cronograma de obras ainda dependem da emissão da licença ambiental e da conclusão de levantamentos topográficos e geotécnicos complementares para a continuidade dos trabalhos. Outro levantamento analisou as condições meteorológicas e apontou que maio e junho concentraram o maior número de horas com restrições de teto e visibilidade.


