Confira a coluna do jornalista André de Lazzari
Os vereadores César Valduga e Paulinho da Silva, do PCdoB, protocolaram no dia 5 de maio, na Câmara de Vereadores, um projeto de lei para a instituição do movimento “Banco Vermelho” em espaços públicos do município de Chapecó. O movimento é destinado à conscientização da sociedade sobre a prevenção e o combate ao feminicídio e a todas as formas de violência contra a mulher.
Inspirada no movimento internacional “Panchine Rosse”, que iniciou na Itália e se espalhou por diversas cidades do Brasil, a instalação desses bancos em espaços públicos de grande circulação serviria como um marco visual de conscientização: “Ocupar o espaço urbano com a cor vermelha, símbolo da luta e da memória das vítimas, tem o poder de retirar o tema da invisibilidade, provocando a reflexão, cotidiana dos cidadãos sobre a necessidade de respeito e proteção aos direitos das mulheres”, afirmam Valduga e Paulinho.
Na opinião dos parlamentares, Chapecó, como pólo regional do Oeste Catarinense, deve reafirmar seu compromisso com políticas públicas de prevenção: “Muitas vezes, a barreira para a denúncia é a falta de informação ou o isolamento da vítima; ao encontrar um ponto de apoio informativo em praças e parques, a mulher em situação de vulnerabilidade percebe que existe uma rede de proteção ao seu alcance”.
Valduga e Paulinho argumentam que, além do impacto visual, o projeto funciona como uma ferramenta prática de utilidade pública, uma vez que os bancos servirão de suporte para a divulgação de canais de denúncia, como o Disque 180, e dos serviços de acolhimento oferecidos pela Prefeitura de Chapecó. Os bancos vermelhos poderão ser instalados preferencialmente em praças e parques municipais, terminais de transporte coletivo, proximidades de prédios públicos e centros culturais.
Fim das sirenes na Rede Municipal de Ensino de Chapecó?
A vereadora Edi Folle (PSD) protocolou, também no dia 5, um projeto de lei para substituir as sirenes convencionais por sinais sonoros musicais nas instituições de ensino do Município, visando à inclusão e ao bem-estar de estudantes, especialmente aqueles com autismo.
Conforme Edi, as sirenes escolares tradicionais, por seu caráter estridente, podem causar desconforto significativo, ansiedade e até crises em crianças autistas, prejudicando seu desenvolvimento e permanência no ambiente escolar: “A substituição por sinais sonoros mais suaves, como músicas instrumentais ou clássicas, já é uma prática adotada com sucesso em diversas instituições, contribuindo para um ambiente mais harmonioso sem prejuízo da organização escolar”, afirmou a vereadora.

